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10:42 - 22/07/2011
Diário MS
Sem pista, alunos fazem exame de CNH na chuva
Foi debaixo de chuva que os futuros condutores de veículos em Dourados esperaram para fazer ontem o exame prático para retirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A falta de espaço coberto para se proteger é só um dos problemas que se repetem na estrutura improvisada no estacionamento do estádio Frédis Saldivar, Douradão, para as aulas de provas de direção. Ontem alunos usaram diversas estratégias para fugir da chuva, ficaram em baixo de árvores e levaram guarda chuvas. A falta de cobertura também é um transtorno em dias em que faz muito sol. Instrutores chegaram a plantar árvores para amenizar os dias mais quentes. Este não é o único problema. O local não tem bebedouros ou banheiros para utilização, tanto dos alunos quanto dos professores. Além disso, a pista do estacionamento do estádio tem buracos, que dificultam o aprendizado dos futuros condutores. A falta de segurança também é algo que preocupa os que freqüentam o local. Já foram furtados desde bombas de tereré, até cones e balizas usadas nas aulas e exames pelas auto-escolas. Ao todo, estima-se que passem pelo Douradão menos 1 mil pessoas de segunda à sexta-feira para fazer as aulas e provas exigidas pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) para a emissão da CNH. O departamento promete há mais de dez anos a construção de uma estrutura adequada que até hoje não saiu do papel. Um terreno chegou a ser doado pela Prefeitura de Dourados ao Detran, para que fosse feita a obra, mas o departamento considerou o espaço muito pequeno para a demanda e o espaço acabou sendo destinado a outra finalidade. Em 2010, um novo terreno foi doado ao Detran pelo executivo municipal. A área de 160 x 60 metros quadrados fica no Jardim Guaicurus e, de acordo com o departamento, tem a metragem adequada para receber as aulas e exames, para tirar carteiras de carro, moto, caminhão, ônibus e carreta. “O projeto está pronto e já foi encaminhado para a viabilização do recurso. Ainda não temos como estabelecer um prazo de quando a obra ficará pronta. O processo é longo mesmo, desde a doação da área até fazer o projeto e a licitação. A construção em si é mais rápida”, segundo o diretor-executivo Francisco Libório Silveira.
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