domingo, 22 de abril de 2012

DMUTRAN INFORMA.

Projeto: "Criança Consciente; É um Agente Diferente."
I – JUSTIFICATIVA
Iniciamos o ano letivo de 2005 com um desafio: atingir alunos da segunda série com dificuldade de aprendizado, sala bem numerosa, com problemas sociais e desmotivados.A realização do projeto foi um estímulo no processo ensino/aprendizagem.
A Escola Municipal Do Ensino Fundamental Prof Nelson Gabaldi, situa-se na periferia da cidade de Marília, sendo o bairro um dos recordistas em acidentes de trânsito na cidade, inclusive fatais envolvendo crianças.
O projeto Criança consciente é um agente diferente, nasceu do interesse dos alunos durante um concurso de desenhos promovido pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Observando o interesse do grupo sobre o tema trânsito, começamos uma discussão onde foi constatado que a maioria deles já esteve envolvida ou presenciou um acidente. Durante essa discussão a professora constatou que os alunos não sabiam as regras básicas de comportamento no trânsito.
Pesquisando sobre o tema, observamos que a questão é mais complexa do que aparenta, e não é somente uma questão local do bairro ou da cidade, e sim uma das problemáticas mais sérias da modernidade.
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, o trânsito será a terceira causa de morte no mundo no ano de 2020. Em outra pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou-se que a cada quatro horas — tempo médio que um aluno fica na escola — uma criança morre e trinta ficam feridas pela violência do trânsito no Brasil, sendo esta a principal causa de mortes entre crianças adolescentes de 1 a 14 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.
“Poucas crianças morrem por não saberem português, matemática, historia ou geografia, mas é absolutamente certo que por ano, 3.000 crianças morrem no trânsito por não saberem se comportar adequadamente”. (ROZESTRATEN, 2004).
A educação tem um papel fundamental nesse contexto, pois afinal, todos os acidentes são evitáveis e cerca de noventa por cento deles ocorrem por erros humanos. Acreditando que a escola deve transcender as disciplinas previstas para criar interação com o contexto social em que vivemos é preciso caminhar na direção do ensino reflexivo, que esteja conectado com o mundo real e seja contextualizado.
Tendo como motivação à formação de cidadãos conscientes, o projeto propõe por meio de seus objetivos pedagógicos concretizar uma relação harmoniosa entre professor, alunos e comunidades envolvidas, no sentido de assegurar a qualidade de vida de todos. Os objetivos do processo ensino aprendizado são melhores alcançados quando a educação é prazerosa.
II – OBJETIVOS
Educar para o trânsito através da obtenção do conhecimento de temas relativos aos problemas que envolvem a relação do homem com o meio urbano, através da interdisciplinaridade. É o nosso objetivo geral, instigar o aluno a desenvolver o gosto pelo conhecimento através de sua ludicidade.
Os objetivos específicos são:
● Proporcionar o aprendizado de noções de comportamento no trânsito;
● Criar condições para que os alunos conheçam a importância da legislação vigente no país.
● Formar agentes mirins de trânsito que serão multiplicadores de conhecimentos inicialmente na escola onde estudam e, posteriormente na rede de ensino local e comunidade.
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● Conscientizar a comunidade sobre a importância do respeito às regras e normas relativas ao trânsito, com a finalidade de preservar a integridade física de pedestres, condutores e passageiros;
● Formar cidadãos e futuros motoristas conscientes;
● Conscientizar os alunos e a comunidade sobre a realidade do trânsito no Brasil, mostrando que as estatísticas não são apenas números, mas sim, vidas que deixam de existir.
III - CONTEÚDOS CURRICULARES
O projeto tem também como objetivo trabalhar de forma integrada a áreas de conhecimento do currículo escolar, não sendo necessário introduzir uma nova disciplina, já que o trânsito é um tema transversal e pode ser abordado de diversas maneiras dentro de todos os conteúdos, tornando o tema interessante e motivador.
Língua Portuguesa: vários tipos de textos como por exemplo: carta ofício requerimento, carta ofício agradecimento, carta convite, texto instrucional, texto informativo, produção de texto matemático, interpretação de texto, gramática (cruzadinhas e caça-palavras), caixa de dúvidas e sugestões.
Matemática: leitura e confecção de tabelas e gráficos, produção de situações-problema, medida de velocidade.
História: textos relacionados à evolução dos tempos, dos meios de transportes, da vida urbana, vídeos, palestras.
Geografia: temas ambientais, urbanização, construção de mapas, o trânsito em outros países.
Ciências: saúde (integridade física), tecnologia (radares, palm top, lombadas eletrônicas), reciclagem (aproveitamento do lixo).
Artes: desenhos e ilustrações, pintura, recortes, colagens e montagem de painéis educativos.
Educação Física: jogos (dominó do trânsito, brincadeiras de rua) e teatro (expressão corporal).
Informática: pesquisa na net, jogos interativos e troca de e-mails.
IV – METODOLOGIA
Ao iniciarmos nossas atividades tivemos uma discussão entre o grupo para definir qual seria o principal objetivo, todos chegaram a uma conclusão que, seria a obtenção de conhecimentos sobre o trânsito para posteriormente transmiti-lo aos alunos da escola, pais e comunidade em geral. Nascia assim à idéia de formar agentes mirins.
Definimos junto ao grupo, que o projeto seria desenvolvido em três etapas principais:
4.1. A formação dos agentes mirins:
Nesta etapa os alunos adquiriram conhecimentos específicos sobre o trânsito, utilizando uma postura interdisciplinar que foi significativa, pois perceberam que com os conhecimentos adquiridos nas disciplinas regulares conseguiriam mobilizar toda uma comunidade.
Privilegiou-se a produção gráfica das vivências, introduzindo-se placas de trânsito na travessia de ruas e a importância dos sinais com os significados de figuras e cores, executando-se tarefas por meio de jogos e brincadeiras, trabalhando-se com a percepção, o movimento e o espaço e finalmente utilizando-se o corpo das crianças e o próprio espaço da quadra de esportes e sala de aula para simular situações cotidianas no trânsito.
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Após este primeiro contato, os alunos anotaram suas dúvidas e sugestões sobre o trânsito e o projeto, depositando-as em uma caixinha criada para este fim. Em apenas um dia foram depositadas mais de setenta dúvidas e sugestões, mostrando o interesse e o comprometimento do grupo com a nossa missão. Esta seria uma ferramenta significativa no decorrer do projeto para avaliar nosso aprendizado.
Língua portuguesa e trânsito:
Trabalhando com textos informativos, os alunos adquiriram conhecimentos específicos de determinadas temáticas e problemas. Textos referentes à fiscalização, sinalização, tipos de equipamentos e o próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB), proporcionaram um melhor entendimento juntamente com a sua interpretação e o estudo da gramática.
Durante a construção do projeto múltiplas idéias surgiram para apresentação final, porém algumas delas necessitavam de recursos para serem realizadas, o que nos levou a buscar patrocinadores. Este foi um diferencial no trabalho, através de resolução de problemas, propondo tarefas complexas e desafios que mobilizavam os seus conhecimentos e as atividades propostas de forma prazerosa.
Foi sugerido então, que escrevessem uma carta requerimento, solicitando o patrocínio de algumas empresas de nossa cidade. O interesse pela escrita correta, desencadeou também o interesse pela leitura. Os alunos passaram a se dedicar à construção da escrita, dando atenção também a leitura posterior, correções e reescritas, chegando à carta final.
Sem dúvida, uma das partes mais difíceis do projeto foi à busca pelo patrocínio. A carta foi levada a diversas empresas, sendo que apenas a minoria respondeu afirmativamente.
Com a obtenção do patrocínio, fizemos questão de escrever uma carta em agradecimento e um convite para a apresentação final que também foi enviado ao prefeito e demais autoridades responsáveis pelo trânsito dos municípios da região1.
Escrevendo e obtendo respostas, a classe compreendeu melhor a importância da redação de texto, pois como eles diziam, não podemos enviar uma correspondência com erros de português para os prefeitos e empresários.
Matemática e trânsito:
É possível trabalhar matemática com o tema trânsito, partindo-se de situações que envolvam velocidades, multas, pontos na carteira de motoristas, gráficos e tabelas.
Com o auxílio de uma tabela de infrações de trânsito retiradas do CTB, os alunos produziram várias situações problemas, sendo necessário utilizá-la para a sua resolução no sentido de compreender se houve ou não transgressão as normas de trânsito, quais os valores das infrações cometidas e quantos pontos o infrator iria perder em sua carteira de motorista.
Através de dados e estatísticas de acidentes reais envolvendo crianças do Brasil e do mundo, produziram-se gráficos que apresentavam o problema visualmente.
Foram também exploradas as formas geométricas das sinalizações, trabalhando com conceitos de dentro, fora, perto e longe em relação à travessia de ruas.
Trabalhando com vídeos2:
Utilizamos os vídeos dos programas Transitando e Trânsito: Uma luta pela Paz3 que apresenta a evolução dos automóveis, as primeiras ruas, calçadas e as transformações que foram surgindo ao longo dos tempos, além da tecnologia implantada atualmente no combate aos acidentes de trânsito.
Outro vídeo utilizado foi o de propagandas mundiais da Volvo4 que veicula a importância do cumprimento das normas de trânsito para a prevenção dos acidentes. Apresenta também as suas melhores propagandas, destacando-se países como Espanha, Suíça, Portugal, Holanda, Brasil.
1 Compareceram no dia da apresentação final autoridades dos municípios de: Assis, Paraguaçu Paulista, Martinópolis e Marília.
2 A escola possui um aparelho de televisão de 29 polegadas, um de DVD e um vídeo cassete.
3 Programas de educação para o trânsito exibido na emissora de televisão Rede Brasil.
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4 Um VCD cedido pela Volvo de Curitiba – Paraná.
Também foi apresentado a classe um desenho animado do Pateta Senhor pedestre e senhor motorista que mostra a mudança de comportamento do homem quando assume a direção de um automóvel.
Através da utilização desta importante ferramenta, foi possível sensibilizar os alunos obtendo um melhor aprendizado e despertando maior interesse.
Geografia e história do trânsito:
Utilizamos no decorrer do trabalho atividades envolvendo pesquisas, representações, vídeos e textos informativos. Foram elaborados mapas representando o caminho de casa até a escola identificando os pontos de referências e sinais de trânsito existentes no seu trajeto.
Destacam-se também as diversas pesquisas realizadas pelos alunos de temáticas relacionados ao trânsito.
Ciências e trânsito:
Em ciências, estudaram a tecnologia existente no combate aos acidentes de trânsito. Equipamentos que auxiliam na fiscalização, não apenas pela multa mas também pelo processo educativo e atuação, principalmente no combate aos excessos como: velocidade acima do permitido, embriaguez e imprudência de motoristas.
Trabalhou-se também com materiais recicláveis, destacando-se a importância do reaproveitamento do lixo que beneficia o meio ambiente.
Palestras:
O grupo foi cada vez mais se envolvendo com as atividades programadas que conseqüentemente gerou reflexões e dúvidas depositadas na caixinha. Perguntas, muitas vezes difícil de responder, como: para que serve o chassi? Como funciona a lombada eletrônica? Por que não pode dirigir sem a carteira de motorista e sem o documento do veículo? Quem inventa a velocidade máxima de uma estrada? Como funciona o radar? Tem radar em Marília ?
Buscando responder as questões e aproveitando que uma das empresas que nos apoiou trabalha exclusivamente com a problemática do trânsito, convidamos um especialista em treinamento para agentes de trânsito para ministrar uma palestra.
Um dia antes, foi feita uma nova discussão com o grupo para formular as perguntas a serem realizadas. Após um início nervoso, os alunos se soltaram e ficaram à vontade para tirar todas as suas dúvidas, interagindo com o palestrante que mostrou a importância de um comportamento mais humano no trânsito.
Também tentamos convidar um agente de trânsito municipal para falar com o grupo, no que não tivemos sucesso. Percebendo uma certa frustração do grupo, buscamos um contato com a Policia Militar que prontamente colocou a nossa disposição dois policiais militares que trabalham no trânsito da cidade.
Durante a visita dos policiais os alunos mostraram-se interessados pois, os policiais explicaram quais as principais funções de um agente, a importância da fiscalização nas ruas e da educação no trânsito, convidando-os a se tornarem agentes mirins, tendo o dever de fiscalizar e educar motoristas e pedestres.
Informática5 e trânsito:
Aproveitando-se das aulas semanais foram realizadas atividades voltadas à utilização da informática. Utilizamos a net para pesquisar projetos de educação no trânsito realizados em outros municípios como Bi-Bi Fom–Fom6. Também pesquisamos alguns sites que possuem material
5 A escola possui um laboratório de informática com vinte e dois computadores, Pentium IV todos com acesso à net. 4
6 Realizado pela professora Rosa Maria Mesquita Ceia. Site Edutran: http://www.edutran.com.br/.
sobre educação no trânsito, como o site da empresa perkons7 que contém uma cidade interativa com várias dicas de como se comportar no trânsito. Nas palestras realizadas, os convidados deixaram todos os seus contatos, inclusive e-mail, o que levou o grupo a criar um e-mail próprio8 onde, tiravam suas dúvidas com os policiais militares e com um especialista em trânsito.
Arte e trânsito:
A arte esteve presente durante todas as atividades, ilustrando o manual do agente mirim com base no livro Educação para Trânsito9, quando discutimos cada lição mostrando através de desenhos e pinturas o que foi absorvido e lançando mão da criatividade de cada um.
O grupo sugeriu a escolha de uma música, para tema de nosso projeto: A Onda de Engenheiros do Hawaii. A arte proporcionou aos alunos momentos de descontração e animação, sem perder de vista os objetivos propostos e despertando a criatividade e a percepção em relação ao meio.
Formatura dos agentes mirins:
Durante a avaliação bimestral regular foram realizadas atividades em todas as disciplinas tendo como tema o projeto e o trânsito.
Finalmente, foi realizada a formatura simbólica dos agentes mirins que como os demais tiveram uniformes especiais. No dia da formatura compareceram à escola pessoas muito especiais para os alunos, como seus familiares e funcionários das empresas patrocinadoras, além dos policiais militares, que entregaram o boné e o colete de agente mirim, conseguido também com patrocinadores.
4.2 - O trabalho dos agentes mirins:
Após a formatura começou o grande desafio dos agentes mirins: elaborar formas para conscientizar e mobilizar os demais alunos, pais e comunidade sobre a importância de um comportamento mais apropriado no trânsito.
Apresentada a missão ao grupo, é hora do trabalho. Após muitas sugestões decidimos que os mesmos seriam divididos, pois só assim conseguiríamos realizar a maioria das idéias propostas, sendo organizados de acordo com a vontade e características de cada um.
O primeiro grupo foi responsável pela transformação da escola para a apresentação final. Decidiram utilizar três painéis disponíveis, sendo o primeiro na entrada para divulgar o projeto; o segundo dedicado às dicas para crianças no trânsito; e o terceiro, onde foram divulgados vários números do trânsito no Brasil e no mundo, possuía o título: por que é importante a educação no trânsito?
O segundo grupo foi responsável por orientar os demais alunos como se comportar no trânsito, além dos perigos das brincadeiras de rua, através da apresentação de uma peça teatral.
O terceiro grupo ficou responsável pela construção do cenário para a apresentação final. Para isto, durante todo o projeto foi pedido para que se organizassem materiais recicláveis que poderíamos utilizar na montagem do cenário. Utilizou-se materiais recicláveis como caixas de papelão para confeccionar carrinhos, garrafas descartáveis para a confecção de lombadas e rodas para os carros, papéis para fazer as árvores, papelão para as placas e a sinalização, e lona para fazer as ruas.
Na construção dos cenários o grupo se superou, sendo inacreditável o que crianças de oito anos conseguiam fazer utilizando como principal ferramenta a sua imaginação através dos conhecimentos adquiridos nas aulas.
7 Site: http://www.perkons.com.br
8 E-mail criado pelos alunos: alunosda2seriec@yahoo.com.br 5
9 Nova América Consultor, 1996, Arnaldo Niskier.
O quarto e último grupo ficou responsável por ensinar aos demais alunos da escola como ajudar a fiscalizar o trânsito de nossa cidade. Criaram um talão de multa educativo, seguindo modelo utilizado, no projeto Pais no volante; Filhos vigilantes 10, onde após a apresentação, os demais alunos da escola se tornaram agentes fiscalizadores de nosso trânsito, ganhando para esta tarefa uma importante arma: o talão educativo de multas.
4.3 – Apresentação final:
Depois de muito trabalho e dedicação, chegou à hora dos agentes mirins mostrarem a todos um pouco do que aprenderam com o projeto. Foram realizadas cinco apresentações, sendo assistidas por todos os quinhentos alunos da escola, pais, autoridades e comunidade.
Na apresentação foi passado um vídeo mostrando como foi elaborado o projeto. Em seguida os agentes mirins apresentaram as peças de teatro - Criança Consciente Brinca com Segurança - com as cenas: soltando pipa e pega-pega, e foi também encenada a peça - Um Dia na Vida de um Agente Mirim - que ensinou as crianças como podem fiscalizar o trânsito da cidade, com as cenas: falando no celular e avançar o sinal vermelho.
Através do teatro os agentes mirins puderam mostrar a importância da educação no trânsito, utilizando exemplos reais do cotidiano, o que também estimulou a utilizarem toda sua criatividade para a resolução de problemas.
A reação dos espectadores foi interessante, pois assistiam atentamente participando nos momentos oportunos. Foi uma surpresa, observar que mesmo aquelas classes consideradas como mal comportadas foram exemplares, mostrando que quando o conteúdo é exposto de uma forma lúdica todos se interessam e participam.
Os agentes mirins apresentaram também o talãozinho de multas educativas. Ensinaram quando e como deve ser aplicada uma multa e exemplificando as infrações que são cometidas recorrentemente em nossa cidade. Finalizaram distribuindo os talões aos demais, que receberam com grande entusiasmo e se propuseram a ajudar, fiscalizando seus pais, tios, vizinhos e todos que não tenham um comportamento adequado no trânsito.
V – AVALIAÇÃO
Os resultados indicaram que todos os alunos-participantes obtiveram melhor desempenho nos conteúdos relacionados ao trânsito, comprovando a efetividade do projeto e concluindo-se que por meio da interdisciplinaridade pode-se trabalhar a questão, não sendo necessária à criação de uma disciplina específica sobre o tema.
Houve uma grande evolução do grupo no que diz respeito ao dia-a-dia na sala de aula. Os alunos passaram a se comportar melhor, interessar-se pelas aulas, aprenderam a importância dos conteúdos curriculares de forma lúdica e a trabalhar em grupo, compartilhando o aprendizado adquirido com os demais alunos, pais e comunidade, cumprindo assim um dos principais objetivo do projeto: tornar-se multiplicador de conhecimentos.
Superaram as expectativas, realizando todas as atividades propostas, inclusive elaborando novas atividades e apresentações, realizaram um trabalho de gente grande, comportando-se como verdadeiros agentes de trânsito, não deixando dúvidas que se depender deles teremos um trânsito muito melhor no futuro.
Como professora utilizei todas as formas de atingir meus alunos, sendo eles o maior combustível para todos os esforços realizados. Questionavam-me constantemente, obrigando-me a buscar maneiras convencionais e não convencionais de esclarecer suas dúvidas, proporcionando a troca de experiências, transformamos juntos a monotonia das aulas expositivas despertando a vontade de trabalhar e conhecer, enriquecendo assim o processo de ensino aprendizado.
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10 Projeto realizado pela secretaria de transporte da cidade de Votuporanga, São Paulo.
No entanto, e apesar de reconhecer os avanços alcançados ao final, acredito que separar a etapa de busca de recursos financeiros das demais etapas de desenvolvimento do projeto, proporcionaria maior dedicação na elaboração das atividades. Promover caminhadas e passeatas com os alunos para divulgar o projeto e seus objetivos seriam outras formas interessantes de mobilizar a população.
Para maiores informações sobre o projeto:
Professora Suellen K. Okimura
E-mail: suellenprof@yahoo.com.br
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